sexta-feira, fevereiro 02, 2007

Recursos minerais, sustentabilidade e Declaração de Milos

Os recursos minerais são finitos, pelo menos dentro da escala temporal do Homem. O que é que nós fazemos? Gastamos esses recursos como se não houvesse amanhã! E de facto não vai haver…é tudo uma questão de pura lógica: se gastamos continuamente, e de forma crescente, algo que é limitado, mais cedo ou mais tarde não teremos mais nada para gastar. Quando esse dia apocalíptico chegar como é que nós iremos viver? Onde iremos buscar as matérias-primas e a energia para suportar o nosso modo de vida?
Os sectores políticos e económicos não estão directamente preocupados com esses pormenores, o ciclo temporal dos mandatos e dos indicadores de mercado é demasiado curto para se poder pensar no colapso dos recursos minerais.
É certo que existe uma preocupação generalizada e assiste-se a todo um discurso em prol da redução da exploração de recursos, mas não se verifica a passagem da teoria à prática. E como é que tal poderia acontecer? Nós insistimos em manter os mesmos padrões de consumo. A palavra sustentabilidade fica-nos bem mas não entra no carrinho de compras.
Urge tomar medidas mais efectivas tais como evitar o consumo supérfluo, evitar o desperdício, incentivar a reutilização e a reciclagem, mas hoje não. Talvez amanhã…
Mudando um pouco de tom: ao efectuar algumas pesquisas na Internet sobre a questão dos recursos minerais e sustentabilidade, deparei com a Declaração de Milos. Parece-me um texto interessante que procura, de alguma forma, promover a sustentabilidade junto da indústria mineira, e de todos quanto a ela estão ligados, promovendo uma discussão em torno de três aspectos essenciais: responsabilidade profissional, educação/habilitação técnica e comunicação.
Deixo-vos, até breve, com a imagem de um paradisíaco exemplo de geodiversidade.



Comments:
Este comentário foi removido pelo autor.
 
Como diz Al Gore, "Existem verdades que são inconvenientes...". Pois é, o planeta está ameaçado, e uma parte dos responsáveis estão bem identificados: grandes multinacionais e as grandes potências (em particular os EUA) - não é conveniente ouvir isto... dirão eles!
Mas penso que o discurso não deve ser tão pessimista e tão baseado numa visão antropocêntrica. Existem dados positivos, por exemplo: o esforço global de combate à redução da camada de ozono (daqui a alguns anos a camada estará reposta); a criação do Protocolo de Quioto e o comércio mundial de emissões são poderosos instrumentos que aliam a economia ao ambiente. Neste âmbito a Alemanha já conseguiu uma redução considerável na emissão de gases com efeito de estufa. E o desenvolvimento deste país parou? Claro que não! Enfim, a sustentabilidade é coisa do presente, e é muito mais que discursos e declarações, é mesmo possível, basta ter vontade e creatividade para encontrar soluções...
 
Existem exemplos positivos e, de facto, é possível viver neste planeta de forma sustentável. É possível aliar o progresso económico e social à preservação do chão que pisamos. No entanto ainda há um longo caminho a percorrer.
O Protocolo de Quioto é um excelente instrumento pois consegue aliar, num mesmo mecanismo, redução de emissões a oportunidades de negócio, contudo está ferido de morte pela ausência dos principais poluidores.
Isto é um pouco como aquela situação em que vamos na auto-estrada, no nosso automóvel de baixa cilindrada, a respeitar os limites de velocidade e, de repente, passa-nos ao lado um "avião" topo de gama a 200Km/hora!
O que fazemos? Vamos desistir? Claro que não! Até porque pode acontecer que a nossa actuação sirva de exemplo para outros...bom...pelo menos costuma-se dizer que enquanto há vida há esperança!
 
A espécie humana tem tendência a olhar única e exclusivamente para o seu umbigo. Costuma-se dizer: "olhos que não vêem, coração que não sente". Só quando sentimos o nosso bem-estar em perigo é que temos tendência a agir. Muitas vezes fazemos as opções erradas, geralmente a favor do materialismo, mas mesmo assim, penso que temos de ter esperança, só nós podemos alterar o nosso futuro. Já começamos a ver mudanças substanciais nas nossas atitudes. É esse o caminho...
 
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