quarta-feira, fevereiro 14, 2007

Graffiti On The Rocks

As imagens de graffitis que se encontram em Brilha (2005), pág. 50, e Gray (2004), pág. 134, levaram-me a efectuar algumas pesquisas sobre este fenómeno, nomeadamente em rochas.
Do ponto de vista da geoconservação trata-se, numa primeira análise, de um factor de degradação aliado, conforme salienta Brilha (2005), a uma certa “falta de sensibilidade do público”.
Mas será que é esse o único aspecto a considerar?
De acordo com o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, grafite é um “rabisco ou desenho simplificado, ou iniciais do autor, feitos, geralmente com spray de tinta, nas paredes, muros, monumentos etc., de uma cidade”, já grafito é definido como “inscrição ou desenho feito sobre rochas ou paredes, em épocas antigas os grafitos são importantes fontes de estudos arqueológicos e linguísticos”.
Pode-se dizer que o graffiti é uma forma de expressão que tem acompanhado o Homem desde os tempos mais recuados até à actualidade.
Se fizermos um esforço ficcional e conjecturarmos a hipótese de um cataclismo, que elimine parte substancial da informação que produzimos, não serão os graffitis inscritos nas rochas uma fonte privilegiada, para o bem e para o mal, de “conhecimento” para distantes gerações?
Deixo-vos algumas imagens de graffitis: uns mais antigos do que outros; uns mais artísticos, outros nem por isso; uns que valorizam a rocha onde estão inscritos, outros que a desfiguram por completo.
Fica ao critério de cada um determinar onde acaba o vandalismo e começa a arte, ou vice-versa.















































Fontes:

Brilha, J. (2005). Património Geológico e Geoconservação.
Gray, M. (2004). Geodiversity.
Imagens: pesquisa no Google por "graffiti rock".

Comments:
Vamos lá, mais posts deste calibre.
Bem vindo ao BioTerra.Já tens la o link.
Abraços
 
É interessante a reflexão sobre valorização da geodiversidade vs grafittis. Mas do ponto de vista da geoconservação não devemos considerar sempre os grafittis uma forma de agressão e de degradação do património geológico. Independentemente da qualidade do grafitti, estes não devem ser feitos em locais "próprios"?
 
Não pretendo fazer uma análise dicotómica do género geodiversidade vs graffitis.
Apenas reparei que o hábito de efectuar inscrições em rochas é tão antigo como os primórdios da civilização.
Se compreendermos (ou pelo menos tentarmos fazer um esforço nesse sentido) as motivações que estão por detrás desses actos, talvez seja mais fácil pensarmos em medidas efectivas de geoconservação.
 
Em tempos idos, o Homem utilizava as paredes das grutas e as formações rochosas para contar situações quotidianas e como tal, sempre associei essa forma de arte como História. Desta forma, a ideia de colocar unicamente o nome, com a ajuda de tintas, não passa de vandalismo. Não exite aí uma História inerente. Não nos são transmitidos factos. Existe sim uma transfiguração do material inscrito.
 
Hoje no jornal Público vem um artigo sobre graffiti que tem algum interesse para esta discussão. Embora não apresente conclusões ajuda-nos a perceber um pouco mais este fenómeno.
 
Muito interessante a vossa discussão da geodiversidadeVsgrafitti, mas ainda não tinha conseguido fazer comentários a não ser hoje, que tentei pela primeira vez e conhece as minhas dificuldades neste modo de comunicação.
Na altura, observei as fotos, que achei muito interessantes e elucidativas, mas não consegui fazer qualquer comentário.
Mas agora que já sou capaz, quero registar o meu apreço pelas várias abordagens do seu blog, embora só tenha feito dois breves comentários.
 
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